PALCO GIRATÓRIO TERÁ LANÇAMENTO NACIONAL EM SALVADOR

No próximo dia 16 de março, o Sesc inicia a 19ª edição do Palco Giratório, projeto que levará espetáculos culturais para todas as regiões do Brasil, passando por 145 cidades. O lançamento nacional acontece em Salvador, no Teatro Sesc Senac Pelourinho, com uma coletiva para a imprensa marcada para as 14h30 do dia 16 e apresentação do espetáculo Why The Horse?, de Maria Alice Vergueiro, às 19h30, para convidados. A programação, aberta ao público, prossegue nos dias  17 e 18  com espetáculos dos grupos Cia. Corpo de Arte Contemporânea (AM), Cia Sino (BA) e do grupo convidado Fulanas Cia de Circo (BA).

 

Why The Horse? – A peça é um reflexão sobre a morte, onde a atriz reconhece em cena seu próprio e natural receio diante do fim. Aos 81 anos de idade, Vergueiro é a grande homenageada deste ano. Com um currículo extenso, ela é considerada uma das grandes artistas do teatro brasileiro, com passagens também pelo cinema e televisão.

Vinte companhias participam do Palco Giratório 2016. Ao todo serão 728 apresentações artísticas, 1.325 horas de oficinas teatrais e passagem por 145 diferentes cidades.  “Há 19 anos que o Palco Giratório cumpre a função de disseminar as artes cênicas, em diferentes manifestações e linguagens culturais. Trabalhamos a arte e a cultura em sentido amplo, apresentando desde a tradição mambembe, normalmente vinculada a gerações anteriores de atores que percorriam o Brasil, até espetáculos contemporâneos”, destaca Márcia Rodrigues, Gerente de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Já consolidado no cenário cultural brasileiro, o Palco Giratório apresenta espetáculos simultâneos, percorrendo todos os estados brasileiros e contribuindo para uma política de descentralização e difusão das produções cênicas no país. A cada ano, novos grupos teatrais são avaliados para entrar no projeto, em um trabalho que envolve técnicos da área de cultura do Sesc em todo país.

Além das apresentações principais, o evento  conta com atividades paralelas junto ao público, como o Pensamento Giratório, espaço aberto ao público para reflexão e discussão sobre o trabalho e pesquisa dos grupos itinerantes; as Aldeias, mostras locais de artes cênicas e outras manifestações culturais, além de Oficinas e Intercâmbios, encontros de grupos locais com os grupos integrantes do circuito para troca de ideias.

 

PROGRAMAÇÃO EM SALVADOR:
 
16/03, quarta-feira

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19h30 – WHY THE HORSE? O espetáculo, encenado pelo grupo Pândega de Teatro (SP), surge de um pedido feito pela diretora artística, Maria Alice Vergueiro, aos seus integrantes: morrer em cena. Instigada pelo tema da morte e reconhecendo seu próprio e natural receio diante do fim, bem como a força artística que envolve, a atriz convocou seus parceiros de grupo para a criação de um espetáculo em que pudesse ensaiar seu derradeiro momento. Aos 80 anos e mais de 50 de palco, Maria Alice não pensa em parar. Em suas palavras, sempre um pouco irreverentes: “com sorte pode ser que eu morra em cena. Se não, estaremos de volta no dia seguinte”. Teatro Sesc-Senac Pelourinho. Para convidados. Classificação: 16 anos. Ficha técnica: Assistente de Direção – Pedro Monticelli, Dramaturgia – Fábio Furtado, Elenco – Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli, Carolina Splendore, Robson Catalunha, Alexandre Magno (a confirmar) e Otávio Ortega (ou stand in Rafael Faustino), Direção de Produção – Carla Estefan. Assistente de Produção – Ariane Cuminale, Direção de Cena – Elisete Jeremias, Operação de Vídeo – Pedro Monticelli, Contrarregras – Edson Luna e Fabio Furtado, e Camareira – Maria Cícera.

 

 

17/03, quinta-feira

 

10h – PENSAMENTO GIRATÓRIO. Com Maria Alice Vergueiro e Grupo Pândega de Teatro (SP). Serão discutidas algumas questões que permeiam o grupo desde seu primeiro trabalho, “As Três Velhas”, cuja pesquisa se iniciou em 2007, quando o Pândega se formou, e assumidamente se radicalizam no atual “Why the Horse?”, na busca de realizar aquilo que entendemos como “arte cênica”, ou performativa, e seu pretenso lugar num mundo cada vez mais repleto de velhas-novas representações. Teatro Martim Gonçalves. Entrada franca.

 

 

18h – HISTÓRIAS CONTADAS DE CIMAEspetáculo da Bahia convidado para compor a programação do Lançamento. Esqueça tudo que você já viu ou ouviu sobre seres extraordinários que habitavam as feiras e circos de outrora. Eles deixaram de ser aberrações, saíram das jaulas e hoje enfrentam dilemas que mais se assemelham às modernas sintomatologias neuróticas. Embalados por uma contemporânea mistura de linguagens, convidam seu público para uma viagem ao fantástico mundo da imaginação e propõem enigmas a serem decifrados por viajantes do século XXI. Espetáculo agraciado com o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo (Funarte). Arena do Teatro Sesc-Senac Pelourinho. Entrada franca. Classificação: 10 anos. Ficha Técnica: Roteiro e Dramaturgia – Fábio Espírito Santo; Direção – Rino Carvalho; Artistas Circenses – Bia Simões, Carol Guedes, Luana Serrat, Nana Porto e Nina Porto; Músicos – Beto Portugal e Juracy do Amor.

 

 

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19h30 – YI OCRE (Corpo de Arte Contemporânea – AM). “Homem texturas concretas, se faz e se desfaz no chão ou não…”. Teatro Sesc-Senac Pelourinho. Entrada Franca. Classificação: 18 anos. Ficha técnica: Direção / Pesquisa de Movimento – Odacy de Oliveira e Alan Panteón, Concepção – Odacy de Oliveira e Alan Panteón, Intérpretes – Odacy de Oliveira e Alan Panteón, Pintura Corporal – Odacy de Oliveira, Trilha Sonora – Marcos Tubarão com interpolação de Alan Panteón, Cenografia – Odacy de Oliveira, Intérpretes do vídeo – Odacy de Oliveira e Alan Panteón, Designer e Edição de Videoarte/Videodança – Marcos Tubarão, Produção – Corpo de Arte Contemporânea, Projeto de Iluminação – Marcos Tubarão, Operação de Iluminação – Carol Calderaro, Auxiliar de iluminação – Fabiano Barros, Designer e Assessora de Comunicação – Carol Calderaro.

 

 

18/03, sexta-feira

 

11h – PENSAMENTO GIRATÓRIO: composição da cena – a integração de diferentes artes. Com o Corpo de Arte Contemporânea (AM). A comunicação e relação entre as diferentes artes que compõem uma mesma cena vem sendo uma constante caraterística nas produções do grupo, articulando sonoridade, visualidade, corpo/movimento, plasticidade cênica, performance, entre outras; vem se afirmando com força em Yi Ocre, como resultado da diversidade artística nele absorvida. Corpos/superfícies, geografias, contextos, texturas e contrastes. Escola de Dança da FUNCEB. Entrada franca.

 

 

 

19h30 – BENEDITA. O espetáculo, encenado pela Cia Sino (BA), traz à tona a preservação de Patrimônio Imaterial Cultural com humor e densidade quando leva o público a conhecer de perto Benedita, uma misteriosa senhora contadora de histórias. Ela carrega uma gigantesca trouxa na cabeça. Em meio aos panos que traz, existem roupas sujas de cores vivas. Benedita conta a historia dessas indumentárias especiais – peças que marcaram sua vida centenária. Sua apresentação é um ritual de passagem que passeia entre o trágico e o cômico para a construção de uma personagem genuinamente brasileira. Uma mulher-mito, contadora de histórias, lavadeira-curandeira-bruxa-feiticeira, em seu limite de vida. Com uma declarada relação com o misticismo e com o indizível ela perpassa o curandeirismo e a espiritualidade. Benedita tece destinos através dos casos que conta, relatando uma história arquetípica e mitológica. Teatro Sesc-Senac Pelourinho. Entrada franca. Classificação: 12 anos. Ficha técnica: Texto, direção e atuação – Bruno de Sousa, Orientação – Fábio Vidal e Danilo Pinho, Cenografia – Rodrigo Frota, Figurino – Diana Moreira, Desenho de Luz – Pedro Dultra, Trilha Sonora – Leandro Villa, Maquiagem – Ramona Azevedo, Operação de luz – Elton Pinheiro, Operação de som – Thais Teixeira/Marta Avelar.

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