“Ney Matogrosso – 75 anos” | Canal Brasil

O Canal Brasil vai homenagear Ney Matogrosso  a partir desta segunda, dia 1º, data em que o cantor completa 75 anos. Nascido em Bela Vista (MS), em 1941, Ney de Souza Pereira demonstrou, desde cedo, sua vocação artística, através do canto, da pintura e da interpretação. De lá para cá, são mais de 40 anos de carreira e mais de 30 álbuns, consagrando-se como um dos maiores intérpretes da MPB. Para celebrar os 75 anos do cantor, o Canal Brasil  prepara uma programação especial evidenciando sua versatilidade – seja nos palcos ou nas telas – composta por shows e filmes estrelados por uma das mais carismáticas figuras da cultura brasileira.

Programação “Ney Matogrosso – 75 anos” abaixo:

“Vagabundo – O Show” (2005) (85′)
– Horário: Segunda, dia 01/08, às 18h
– Classificação: Livre

Sinopse: Produzido pelo Canal Brasil e pela Universal Music, “Vagabundo” é uma das mais expressivas apresentações de Ney Matogrosso e um dos pontos altos da carreira do grupo Pedro Luís e a Parede. A parceria entre os músicos começou em 2003 e rendeu CD, DVD e uma turnê pelo Brasil, além do prêmio APCA. A gravação do espetáculo – realizado no Olympia (SP), em julho de 2005 – teve direção de Gabriela Figueiredo, Dora Jobim e Gabriela Gastal. O repertório é centrado nas músicas do álbum “Vagabundo”. Canções como “Seres Tupy”, do leque de Pedro Luís e a Parede, e “Napoleão”, do acervo de Ney, dividem espaço com novas leituras de “O Mundo”, de André Abujamra; “Assim Assado”, dos Secos & Molhados; e “Disritmia”, de Martinho da Vila. O espetáculo mostra ainda “Inspiração”, de Gilberto Mendonça e Pedro Luís; e “A Ordem É Samba”, de Jackson do Pandeiro e Severino Ramos. As surpresas ficam por conta das faixas que ficaram de fora do disco: “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas; “Balada do Louco”, de Arnaldo Baptista e Rita Lee; e “Sangue Latino”, de João Ricardo e Paulo Mendonça.

“Ney Matogrosso – Inclassificáveis” (2008) (87′)
– Horário: Terça, dia 02/08, às 18h
– Classificação: Livre

Sinopse: Gravado pelo Canal Brasil em parceria com a EMI Music, o show do cantor Ney Matogrosso surpreende pela ousadia em resgatar o estilo roqueiro e performático que o marcou no começo de sua carreira, quando integrava o grupo Secos & Molhados. As fantasias, a sensualidade, o rebolado inconfundível, a voz capaz de atingir as mais altas notas, o cenário grandioso – tudo está presente no espetáculo que aconteceu no Canecão Petrobras (RJ) em janeiro de 2008, e teve direção de João Jardim. Inclassificável: talvez essa seja a melhor definição para o trabalho de Ney. Artista versátil, surpreendente e polêmico, ele se aproxima novamente do rock, revelando o gosto pelo gênero musical que o lançou ao estrelato.

Assim, reúne um repertório composto por Cazuza, Itamar Assumpção, Caetano Veloso, Chico Buarque, Arnaldo Antunes, Fred Martins, Pedro Luís e Marcelo Camelo. Entre as canções presentes no espetáculo, estão “Pro Dia Nascer Feliz”; “Inclassificáveis”; “O Tempo Não Para”; “Mal Necessário”; “Divino Maravilhoso”; “Veja Bem, Meu Bem”; “Ode aos Ratos”; “Por Que Que a Gente É Assim?”; “De Novo”; “Novamente” e “Ouça-me”.

“Ney Matogrosso – Beijo Bandido” (2010) (80′)
– Horário: Quarta, dia 03/08, às 18h
– Classificação: Livre

Sinopse: Em 2010, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro abriu suas portas para Ney Matogrosso. A apresentação foi dedicada ao Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), entidade sem fins lucrativos da qual o cantor é voluntário e entusiasta. A coprodução entre Canal Brasil, MP,B Produções e EMI Music é desdobramento do álbum homônimo, lançado pelo cantor em 2009, cujo título foi inspirado na letra de “Invento”, composição de Vitor Ramil que integra o repertório. Também estão presentes as canções “A Distância” (de Roberto e Erasmo Carlos), “Nada por Mim” (composta por Herbert Vianna e Paula Toller), “Bicho de Sete Cabeças” (Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Renato Rocha), “As Ilhas” (de Astor Piazzolla e Geraldo Carneiro) e “Medo de Amar” (Vinicius de Moraes). O artista interpreta ainda músicas que não aparecem entre as faixas do disco, como “Da Cor do Pecado” (de Bororó), “Tema de Amor de Gabriela” (Tom Jobim) e “Fala” (composição de João Ricardo e Luli, do primeiro álbum do Secos & Molhados).

“Ney Matogrosso – Atento aos Sinais” (2014) (87′)
– Horário: Quinta, dia 04/08, às 18h
– Classificação: Livre

Sinopse: Artista completo e incomparável, Ney Matogrosso encanta por sua interpretação, performance e tom de voz. Com direção de Felipe Nepomuceno, o show “Atento aos Sinais” é uma coprodução entre Canal Brasil; MP,B; Nepomuceno Filmes e Som Livre. Com figurino impecável, como de costume, Ney abre a noite com “Rua da Passagem (Trânsito)”, de Arnaldo Antunes e Lenine, e “Vida Louca Vida”, sucesso na voz de Cazuza. Os novos talentos da MPB ganham destaque no repertório. Entre as faixas escolhidas, estão “Samba do Blackberry”, da banda carioca Tono; “Todo Mundo o Tempo Todo”, de Dan Nakagawa; e ainda “Freguês da Meia-Noite”, do rapper Criolo. Nomes consagrados também aparecem no setlist. Ney Matogrosso empresta sua voz para “Noite Torta” e “Isso Não Vai Ficar Assim”, ambas de Itamar Assumpção, e “Roendo as Unhas”, de Paulinho da Viola.  Na sequência, estão “Poema”, a bela canção de Cazuza e Frejat, e “Ex-Amor”, de Martinho da Vila, que fecha a noite.

“Olho Nu” (2014) (105′)
– Horário: Quinta, dia 04/08, às 19h30
– Classificação: 12 anos
– Direção: Joel Pizzini

Sinopse: Produzido pelo Canal Brasil em parceria com a Paloma Cinematográfica, o filme-ensaio mostra vida e obra de Ney Matogrosso, a partir de um conjunto de imagens e sons reunidos pelo protagonista. Em um espetáculo sobre o seu percurso musical, o longa-metragem evoca a história nos palcos e no cotidiano. Sem nostalgia ou reverência, “Olho Nu” revela o homem por trás do personagem, sondando as motivações de sua arte, o senso crítico e o caráter libertário e político que permeia seu repertório, pautado pela coerência e qualidade estética.

Sob a direção de Joel Pizzini, a cinebiografia subverte o formato do documentário tradicional para ser o retrato de uma carreira marcada pela irreverência, pela força da figura e, sobretudo, por uma retórica coesa. O espectador se depara com imagens raras e intimistas de Ney no camarim, em frente ao espelho, se preparando para assumir a magnética e extravagante que esteve à frente dos Secos & Molhados no início dos anos 1970. Um riquíssimo acervo pessoal, guardado instintivamente pelo próprio ao longo de décadas, foi o ponto de partida para o trabalho, somado aos registros feitos durante a turnê do disco “Inclassificáveis” e em sua terra natal, no Mato Grosso do Sul, onde nasceu em 1941. Na obra, ele se coloca como ator social e político de uma história, transcendendo sua biografia e atravessando períodos marcantes da cultura brasileira, como a era do rádio, a Bossa Nova, o “desbunde” dos anos 1970, o Tropicalismo, a luta contra a censura e pelas Diretas Já e a militância ecológica.

“Dan Nakagawa Convida Ney Matogrosso” (2014) (47′)
– Horário: sexta, dia 5/08, às 18h
– Classificação: Livre

Sinopse: Uma das grandes revelações da MPB, Dan Nakagawa recebe o veterano Ney Matogrosso para o registro de sua terceira incursão musical. O encontro sela a amizade de mais de dez anos e a parceria iniciada com “Um Pouco de Calor”, composição de Dan consagrada na voz do convidado. Gravado em São Paulo, o espetáculo tem direção artística de Fabiano Augusto e projeto concebido pelo próprio anfitrião. O cantor nipo-brasileiro inicia o show com a tradicional “Reza para Ganesha”, sobre o semideus reverenciado nos rituais do Hinduísmo. A partir daí, Dan Nakagawa dá sequência com composições próprias lançadas em seus trabalhos anteriores. Ao lado de Ney Matogrosso, o artista interpreta “Na Neblina do Samba”, “Um Pouco de Calor” e o sucesso “Sangue Latino”, única canção não autoral da atração.

“Luz nas Trevas, A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2012) (83′)
– Horário: Sexta, dia 05/08, às 19h
– Classificação: 14 anos
– Direção: Helena Ignez e Ícaro C. Martins

Sinopse: Produzida pelo Canal Brasil em parceria com a Mercúrio Produções, a obra é uma sequência em homenagem ao clássico “O Bandido da Luz Vermelha” (1968). O roteiro do remake foi baseado em centenas de páginas escritas por Rogério Sganzerla antes de falecer, em 2004. Viúva do cineasta e musa da primeira versão, Helena Ignez convidou Ney Matogrosso para viver o personagem-título depois de assistir ao show do cantor em 2008, durante a turnê coincidentemente batizada de “Beijo Bandido”. Completam o elenco André Guerreiro Lopes, Sandra Corveloni, Maria Luísa Mendonça e Simone Spoladore. A trama aborda a vida solitária de João Acácio na cadeia, onde está confinado há mais de 30 anos. Transformado em ícone pela imprensa da época por assaltar casas de ricos paulistanos, o bandido agora reside num presídio de segurança máxima e lida com a fama por ser um dos criminosos mais conhecidos do país. É de lá que acompanha as aventuras de Jorge Bronze (André Guerreiro Lopes). Conhecido como “Tudo-ou-Nada”, o filho dá continuidade ao legado do pai invadindo mansões, abusando de suas vítimas e usufruindo de tudo o que o dinheiro pode lhe oferecer.

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