Programação especial em homenagem aos 70 anos de Maria Bethânia

A música brasileira não seria a mesma não fosse por Maria Bethânia. A sexta filha de Seu Zezinho e Dona Canô, irmã de Caetano Veloso, é dona de uma voz bela e marcante, sensual e forte ao mesmo tempo. São mais de 50 anos de carreira, tendo emprestado seu talento a canções de alguns de nossos maiores compositores, como Chico Buarque, Edu Lobo, Vinicius de Moraes, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Fernando Brant, entre tantos outros. No dia em que a “Abelha Rainha da MPB” celebra 70 anos, o Canal Brasil presta sua homenagem com uma programação eclética.

Os parabéns começam às 13h com Quando o Carnaval Chegar (1972), de Cacá Diegues. Às 18h, na Faixa Musical, entra o show Maria Bethânia – Carta de Amor. Na sequência, a cantora recita poemas de Fernando Pessoa em O Vento Lá Fora (2014). Às 22h, o documentário Maria Bethânia – Música É Perfume (2005) é uma ode à sua figura, produzida pelo cineasta suíço Georges Gachot. A programação especial termina com Bethânia Bem de Perto (1966), em que Júlio Bressane e Eduardo Escorel mostram a chegada da baiana ao Rio de Janeiro no início de sua carreira.

:: PROGRAMAÇÃO COMPLETA ::

Quando o Carnaval Chegar (1972) (100’) Direção: Cacá Diegues – Nara Leão, Chico Buarque, Maria Bethânia, Hugo Carvana, Antônio Pitanga, Ana Maria Magalhães, José Lewgoy, Elke Maravilha, Odete Lara e Scarlet Moon marcam presença nesta comédia de Cacá Diegues com trilha sonora dos próprios músicos/atores. Paulo (Chico Buarque), Mimi (Nara Leão), Rosa (Maria Bethânia), Lourival (Hugo Carvana) e Cuíca (Antônio Pitanga) são artistas de uma trupe que se apresenta pelo Brasil afora. Como no tempo dos cantores de rádio, eles levam a vida a cantar, viajando em um ônibus multicolorido e fazendo festa onde estiverem. O grupo é unido como uma verdadeira família, mas não faltam problemas e crises nos bastidores.
Paulo é a estrela do conjunto. Perdido no mundo de sonhos de suas canções, cria ao seu redor paixões, intrigas e ciúmes. Já Mimi é uma moça do interior de Minas, outrora rica e agora pobre. Tímida e apaixonada, os amigos são tudo para ela. Rosa veio do interior do sertão disposta a vencer. Diverte-se com tudo. Brinca, canta e dança. O filme narra a trajetória do grupo em busca do sucesso. Seu empresário consegue um contrato para uma apresentação em homenagem a um rei que chegará à cidade do Rio de Janeiro no carnaval. Discussões internas e romances inesperados impedem que o espetáculo se realize, mas apesar das circunstâncias adversas, o pequeno grupo permanece unido.

Sábado, dia 18/06, às 13h.

Maria Bethânia – Carta de Amor (2013) (90’) – Com uma apresentação inspirada e muito aclamada, Maria Bethânia gravou o registro da turnê Carta de Amor, no Vivo Rio (RJ). Na produção do Canal Brasil em parceria com a Biscoito Fino, sob direção de Bia Lessa, Bethânia interpreta as canções com sua habitual entrega, saboreando os versos. O disco Oásis de Bethânia, de 2012, serviu de base para a escolha do repertório. Dentre as faixas, destacam-se O Velho Francisco, de Chico Buarque, e Carta de Amor, de Paulo César Pinheiro e da anfitriã. A cantora homenageia Gonzaguinha em quatro clássicos: Sangrando, Festa, Explode Coração (cantada a cappella) e O Que É, O Que É. O roteiro é dividido em dois blocos (com um intervalo instrumental entre eles) e pontuado por momentos únicos, como Não Enche, de Caetano Veloso, A Casa é Sua, de Arnaldo Antunes, e uma versão de Na Primeira Manhã, de Alceu Valença.

Acompanhada por sete músicos, Bethânia mostra arranjos sofisticados e entremeados por textos de autores como José Régio e Fernando Pessoa. Divididos pelos dois lados do palco, os instrumentistas ganham espaço para brilhar individualmente. Liderados pelo maestro Wagner Tiso ao piano, o grupo ainda conta com Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello). A artista canta, interpreta e recita em um momento de absoluta simplicidade. Não há firulas, nem troca de roupa. O tema é ela própria, simplesmente ela.

Sábado, dia 18/06, às 18h.

O Vento Lá Fora (2014) (64’) Direção: Marcio Debellian – O cineasta Marcio Debellian – o mesmo a assinar a codireção de Palavra (En)cantada (2009) ao lado de Helena Solberg – retorna ao comando de um longa-metragem que gira em torno da música brasileira. Dessa vez, o diretor volta suas lentes para um encontro memorável de ícones da cultura nacional em diferentes âmbitos. O filme reúne Maria Bethânia, uma das mais brilhantes vozes da nossa música, e Cleonice Berardinelli, literata imortal da Academia Brasileira de Letras. Juntas, elas recitam trechos de poesias de Fernando Pessoa. Por dois dias – um deles com plateia –, elas leram poemas do artista, em uma versão gravada da mesa mais concorrida da Festa Literária de Paraty (FLIP) em 2013.

Sábado, dia 18/06, às 19h45.

Maria Bethânia – Música É Perfume (2005) (78’) Direção: Georges Gachot – O documentarista francês Georges Gachot apresenta uma análise do processo criativo de Maria Bethânia numa coprodução Brasil/França/Suíça. Em paralelo, ilustra as transformações na vida da cantora e na sociedade brasileira, desde seu surgimento como uma das musas da contracultura até o posto de intérprete mais cultuada da nossa música. Sua imersão num universo completamente desconhecido para ele, o de Bethânia, e por extensão o brasileiro, resulta num mergulho na intimidade musical da cantora. A baiana mostra-se à vontade em prosa e verso.

As filmagens aconteceram durante a gravação do disco Que Falta Você Me Faz, dedicado a Vinicius de Moraes, e da turnê do show Brasileirinho, um olhar apaixonado sobre o país a partir de referências incondicionais da arte nacional. No documentário, inteiramente narrado por Bethânia, ela recorda histórias familiares, muitas delas com o irmão mais velho, Caetano – que escolheu seu nome a partir de uma canção de Nelson Gonçalves, mesmo tendo apenas quatro anos quando a irmã nasceu. Dentre os outros depoimentos, destaque para os da mãe, Dona Canô, dos amigos Chico Buarque, Nana Caymmi e Gilberto Gil, e também do fiel maestro Jaime Alem.

Sábado, dia 18/06, às 22h.

Bethânia Bem de Perto (1966) (34’) Direção: Júlio Bressane e Eduardo Escorel – Ícones do cinema marginal brasileiro, Júlio Bressane e Eduardo Escorel acompanharam o início da carreira de Maria Bethânia neste média-metragem. As câmeras registraram um momento fundamental da trajetória da intérprete, tido como um marco para que ela entrasse para o rol das grandes cantoras brasileiras: o show teatral Opinião, apresentando-se ao lado de Zé Ketti e João do Vale, em 1965. O filme lembra o primeiro show da baiana no Rio, realizado na boate Cangaceiro, após sua consagração com a música Carcará. Intercaladas aos números musicais, a película documenta cenas do cotidiano e encontros com Anecy Rocha, Wanda Sá, Rosinha de Valença, Silvinha Teles e Jards Macalé, entre outros.

Sábado, dia 18/06, às 23h25.

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