Obsessiva Dantesca, solo de Laís Machado, dia 16/10 na Saladearte do Cinema do Museu

Um espetáculo travestido de show. Uma performance travestida de show. Este é o trabalho Obsessiva Dantesca, criação e atuação de Laís Machado, com direção artística de Diego Pinheiro e direção musical de Andrea Martins.

A performance cênico-musical que trata de questões políticas atuais, como racismo e machismo, sucesso de público na primeira temporada, volta em cartaz em única apresentação no dia 16 de outubro, na Saladearte Cinema do Museu (Corredor da Vitória), às 19h00, como parte da programação do II Encontro Fronteira Sa[n]grada: Artaud e seu Duplo, realizado pelo Núcleo Viansatã de Teatro Ritual.

 

O quê? Performance Cênico-Musical – Obsessiva Dantesca

Quando? 16 de outubro de 2016, às 19h.

Onde? Saladearte Cinema do Museu – Av. 7 de Setembro, 2195, Corredor da Vitória, Museu Geológico

Entrada? Gratuita

 

Criação

Obsessiva Dantesca propõe um espaço de ritualização das obsessões políticas, existenciais e filosóficas da performer e pesquisadora Laís Machado enquanto mulher negra, mesclando duas estruturas estéticas: o show e o rito. A obra busca aglutinar potências femininas a partir da monstruosidade, conjurando a mágica de coisas passadas e presentes e propondo um espaço para extravasar performances do que é ser mulher e negra ontem e hoje. Acima de tudo, Obsessiva Dantesca é sobre política.

“Obsessiva Dantesca foi uma expressão usada para me identificar durante uma brincadeira e ao perceber que este termo poderia ser aplicado a muitas das minhas irmãs, ganhou um tom sério. Esta persona que me habita, intitulada de Obsessiva Dantesca, é monotemática, militante, violenta, contraditória, feminista, impaciente, indócil, sensível, jocosa, insegura, grotesca, arrogante, diva, escatológica, monstruosa e preta” declara a criadora.

Segundo ela, o ponto de partida inicial era fazer covers de divas negras que abordaram as questões raciais em suas músicas, mas no decorrer do processo foram nascendo canções inéditas e autorais. Assim, a música se faz presente, realizada ao vivo no palco, convocando o público a uma comunhão com a performer.

A estética afro-futurista permeia o trabalho, que brinca com a relação entre a tradição e a atemporalidade, mas também com o questionamento sobre os velhos estereótipos e clichês em cima das pessoas negras. Em cena, serão abordadas questões políticas atuais, como a fragilização dos direitos conquistados pelas minorias nos últimos meses e retomada da força dos movimentos feministas, naquilo que já se considera uma nova onda.

“É um híbrido entre música, performance, teatro, envolvendo a colaboração de muitas mulheres. Uma espécie de performance travestida de show, mas também com os momentos do púlpito, porque existe a demanda da palavra. Um momento de comunhão com as mulheres que estiverem no teatro” explica Laís, que também coloca em cena as questões étnico-raciais, por meio das suas percepções enquanto mulher negra.

A performance cênico musical tem direção musical de Andrea Martins, que também executa no palco os samplers, reunindo uma banda formada por mulheres: na percussão Sanara Rocha e Juliana Almeida; no violão e guitarra com Josyara. A equipe também conta com figurino de Tina Melo; maquiagens de Hávata West; iluminação de Larissa Lacerda; e instalação cenográfica de Erick Saboya Bastos.

ENCONTRO

O II Encontro Fronteira Sa[n]grada: Artaud e seu Duplo acontecerá nos dias 15 a 19 de Outubro de 2016. A programação é dividida em duas partes. A parte diurna, chamada de “Artaud Lúcido”, contará com fóruns de debate através de mesas temáticas e oficinas práticas direcionadas a artistas e interessados. Por sua vez, a programação da noite, nomeada “Artaud Sombrio”, oferecerá o painel performático, exposições de artistas visuais e espetáculos alinhados às proposições do evento.

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