MARISA MONTE – COLEÇÃO

“Essas músicas evocam minhas melhores memórias desse período de três décadas, me fazem perceber a minha brasilidade dentro do mundo e a grandeza e o sentido que a música trouxe para a minha vida”.

Por Marisa Monte

Durante esses quase 30 anos de carreira, muitas vezes fui convidada para participar de projetos de forma paralela ao meu trabalho solo. São músicas que foram criadas por meio de um estímulo externo ou de uma encomenda para que fizessem parte de projetos como trilhas sonoras de filmes, documentários e duetos.

Essas gravações e as parcerias que elas proporcionaram foram fundamentais na minha trajetória e influenciaram toda a minha produção solo. Algumas dessas canções fazem parte da obra de outros criadores e outras nunca foram lançadas. Em comum, todas estavam dispersas e pulverizadas. O processo de seleção foi um mergulho na minha história. Entre as quase 40 músicas que gravei, além dos meus álbuns, foi um desafio chegar até essas 13.

Essa coleção me fez buscar e rever todas essas canções para chegar a um conjunto onde elas pudessem fazer sentido e estivessem em um equilíbrio interno. Aproveitei a oportunidade para iluminar canções que talvez tenham passado desapercebidas.

A maioria delas foi mantida exatamente como na versão original. Em algumas, me permiti a liberdade de remixar e adicionar novas vozes. Foi uma escolha pessoal em que utilizei um critério subjetivo, íntimo e emocional. Essas músicas evocam minhas melhores memórias desse período de três décadas, me fazem perceber a minha brasilidade dentro do mundo e a grandeza e o sentido que a música trouxe para a minha vida.

1 – NU COM A MINHA MÚSICA

Durante a produção do álbum O que Você Quer Saber de Verdade, em 2010, estive em Los Angeles para trabalhar em alguns arranjos com o produtor Mario Caldato. Passei uma semana na cidade e recebi no estúdio a visita do hermano Rodrigo Amarante, que na época já estava morando lá. Eu havia sido convidada pelo Red Hot Project para mais uma edição dedicada à musica brasileira e encontrei nas horas livres dessa temporada em LA a oportunidade perfeita para gravar com o Rodrigo e com o seu parceiro Devendra Banhart Nu com a Minha Música, essa joia do Caetano. É uma canção que fala ao coração de todos os músicos ao descrever o cotidiano na estrada. Gravamos em uma tarde inesquecível no pequeno estúdio de Mario em Silver Lake, entre equipamentos antigos, microfones valvulados e perfumes de incenso. A melodia fluiu naturalmente sob a luz intensa da cidade.

2 – CAMA

Em 2006, fui procurada pelo meu amigo cineasta Breno Silveira. Ele estava preparando um filme novo e buscava temas originais para a trilha sonora. Em uma noite na minha casa, mostrei a ele várias das canções inéditas que eu tinha naquele momento, entre elas, Cama, que eu havia feito em parceria com Arnaldo e Brown. Pouco depois, eu entrava no estúdio do produtor Berna Ceppas para gravar a canção. Convidamos o Mauro Diniz, o Jaquinho e eu fiz a ponte com o meu amigo e produtor Gustavo Santaolalla, para que ele fizesse gravações adicionais em Los Angeles. Assim surgiu a presença do próprio Gustavo, do Luciano Supervielle e de sua turma em Los Angeles. A música fez parte da trilha original do filme Era Uma Vez, que entrou em cartaz em 2008 e não chegou a ser lançada em CD.

3 – É DOCE MORRER NO MAR

No começo da década de 90, o mundo se encantava com a voz quente e aconchegante da caboverdiana Cesaria Evora. Em uma das vindas dela ao Brasil, fui convidada para participar de um show em São Paulo e, depois disso, também cantamos juntas para uma plateia gigantesca em Portugal, na ExpoLisboa em 98. Cesaria era muito verdadeira. À primeira vista, era uma figura séria, mas aos poucos ela revelava um coração enorme, generoso e doce. Tivemos encontros memoráveis em Lisboa e no Brasil. A partir desses encontros, ela se aproximou do Brasil e sentiu vontade de cantar em português e me pediu que produzisse uma canção. Sugeri a ela uma série de músicas, a maioria delas falando do mar, ponto de ligação natural entre as nossas histórias. Cesaria escolheu É Doce Morrer no Mar, clássico de Jorge Amado e Dorival Caymmi, e veio ao Rio especialmente para gravá‐la. Escolhi um time de músicos só de craques, entre eles o genial Armandinho no bandolim. Passamos o som, afinamos os instrumentos e ficamos no estúdio esperando a diva dos pés descalços. Ela chegou, cumprimentou a todos gentilmente, se dirigiu ao microfone e, junto com a banda, gravamos de primeira essa performance ao vivo no estúdio.

4 – CARINHOSO

Todos sabem da minha admiração por Paulinho da Viola. Por isso, fiquei profundamente emocionada quando ele me convidou para cantar sua música preferida, Carinhoso, parceria dos geniais Pixinguinha e Braguinha. A gravação parte do filme Meu Tempo É Hoje, que contava um pouco de suas memórias e de sua relação com o tempo. A filmagem foi no salão nobre do casarão do Parque Lage, lugar inspirador e testemunha de momentos históricos da cultura brasileira. Uma pequena equipe de cinema, coordenada pela diretora Izabel Jaguaribe, me esperava. Duas cadeiras e alguns microfones ambiente estavam no centro do set de filmagem. Eu e Paulinho ficamos frente a frente e ele começou a tocar. Procuramos e escolhemos o tom ideal e cantei, inspirada pelo violão dele, essa canção que é o verdadeiro hino brasileiro e que expressa muito da história de cada um de nós. Quando o filme ficou pronto, me surpreendi ao ver como as câmeras conseguiram captar a despretensão e a grandeza daquele momento.

5 – ALTA NOITE

O ano era 1992. Arnaldo já era meu parceiro, ainda fazia parte dos Titãs e desenvolvia seu trabalho com literatura. Seu novo projeto, “Nome”, era um vídeo/livro multimídia que unia poesia, música e artes visuais. Arnaldo me convidou para gravar quatro dessas músicas, entre elas Alta Noite. Fui a São Paulo, onde passei alguns dias com ele no estúdio e onde conheci o João Donato. A ideia era que a minha voz e a do Arnaldo soassem como uma só, ainda que separadas por duas oitavas. Ensaiamos meticulosamente cada divisão, cada variação, cada respiração e gravamos ao vivo, olho no olho, ao som do piano mágico do João Donato. Amei essa gravação que na época não foi tão ouvida quanto merecia e foi por isso que um ano e pouco depois quis regravá‐la em Cor de Rosa e Carvão. Ao comentar com Arnaldo recentemente o meu desejo de incluí‐la nessa coleção, ele me sugeriu uma remixagem, que fizemos eu e Daniel Carvalho a partir do resgate das fitas de duas polegadas originais, realçando ainda mais a profundidade do piano do Donato e o equilíbrio dos timbres. Hoje, ao ouvir o encontro de nossas vozes, percebo a força e presença do Arnaldo ao meu lado.

6 – A PRIMEIRA PEDRA

Meu encontro com o compositor e multi‐instrumentista Gustavo Santaolalla aconteceu no backstage do teatro da UCLA em Los Angeles, em show da minha turnê Universo ao Meu Redor. Entre muitas pessoas que esperavam para me cumprimentar, estava esse simpático e afetuoso argentino, de sorriso aberto e grande admirador da música brasileira. A partir daí, outros encontros vieram, seja em palcos, estúdios, camarins, no Rio, São Paulo, Los Angeles, sempre animados com música. Em 2013, fui convidada para fazer o lançamento do iTunes na América Latina. A ideia era comemorar com uma apresentação minha que contasse com a presença de artistas latino‐americanos. Essas oito canções foram lançadas dois dias depois da gravação como um conteúdo exclusivo na plataforma digital. Na banda de apoio tínhamos o power trio da Nação Zumbi e o Dadi, além de um quarteto de cordas. Pedi ao Gustavo para fazermos esse registro de A Primeira Pedra, que já havíamos cantado ao vivo e que é uma das preferidas dele. A música fala sobre a força da intuição e sobre saber aprender a ouvir as necessidades da alma.

7 – DIZEM QUE O AMOR

O Argemiro era dono de uma mina de sambas. Seu caderno trazia uma centena de músicas inéditas e escondia preciosidades que ele havia composto durante anos e que continham a sabedoria e a experiência dos seus 80 anos de vida. Em 2001, produzi seu primeiro e único disco solo, “Argemiro Patrocínio”. Com cumplicidade e dedicação, eu, Mauro Diniz e Paulão Sete Cordas nos unimos para tornar o disco real. Os sambas do Argemiro falam do amor, da natureza, da inspiração, do próprio samba e da Portela. Entre eles, Dizem que o Amor, que ele mesmo me pediu para cantar. Durante dois meses de gravação, sempre que Argemiro surgia impecavelmente vestido, de boina, meias da cor do sapato e com o seu inconfundível pandeiro, tínhamos a certeza de que seria mais uma sessão de músicas lindas, muitas histórias e boas gargalhadas.

8 – ILUSÃO (ILUSIÓN)

Minha primeira vez no palco com Julieta Venegas foi na Cidade do México durante a gravação do seu DVD ao vivo “Acústico MTV”. Alguns meses antes, eu já havia encontrado com ela no Rio de Janeiro durante uma visita que ela fez à cidade para trabalhar com o arranjador Jaques Morelenbaum. Foi quando ela me mostrou Ilusión e me convidou para cantar. Amei a música e pedi que o Arnaldo me ajudasse a fazer uma versão em português. Nessa gravação, os nossos idiomas naturais vão se alternando, criando um diálogo entre nossas culturas e encurtando a distância entre México e Brasil. Julieta é uma das mais aclamadas e importantes artistas femininas da minha geração. Sua figura leve e delicada carrega uma enorme força criativa. O seu trabalho autoral conquistou popularidade e prestígio em iguais proporções. Quando a gente se encontra, seja no Rio, em Buenos Aires ou na Espanha, a conversa corre solta. Entre tantos assuntos em comum, trabalho, viagens, família, música e o papel feminino no mundo contemporâneo. Fiquei muito feliz quando ela aceitou regravar Ilusión no show comemorativo para o lançamento do iTunes na América Latina, em 2013, em São Paulo. Por aqui, a música já era um sucesso e ela pode sentir a receptividade carinhosa do público brasileiro que cantou junto com a gente naquela noite.

9 – ESQUEÇA

Em 2002, fui convidada pelo meu amigo cineasta Lula Buarque para participar da trilha sonora do filme com a turma do Casseta & Planeta que ele estava dirigindo.
O filme se passava nos 70 e o repertório era composto basicamente de grandes sucessos daquele período na voz do rei Roberto Carlos. Entre as opções que ele sugeriu estava Esqueça, música que remetia diretamente às boas memórias da minha infância em Botafogo. Para produzir a gravação, convidei o querido Tom Capone. Começamos com beat box, a percussão e o violão do Dadi. Depois, Tom me ajudou a selecionar, entre antigos LPs, samplers de quartetos de corda clássicos que foram editados e processados para criar o campo harmônico da canção. Na época do lançamento do filme, a música saiu no CD da trilha e até hoje ela pode ser ouvida nas rádios. Tom tinha o dom da amizade, sabia ser aberto e generoso, o que fazia dele um

grande parceiro. Quando escuto essa versão de Esqueça, sinto saudade do inesquecível Tom.

10 – CHUVA NO MAR

Conheci a Carminho em 2013 numa de suas vindas ao Rio onde ela já havia estabelecido contatos sólidos. Me lembro de ter ficado impressionada com o relato dela sobre a primeira vinda ao Brasil. Ela veio pelo mar e chegou na Baía de Guanabara de navio. Poucos estrangeiros têm esse privilégio hoje em dia e achei lindo que uma portuguesa tenha chegado assim em pleno século XXI. Carminho nasceu no berço de ouro do fado, cresceu cercada dos maiores fadistas ouvindo sua mãe Teresa Siqueira cantando. Desenvolveu sua musicalidade nessa atmosfera tradicional, mas faz parte de uma geração que representa a moderna música portuguesa. Ela fez várias visitas à minha casa. Mostrei a ela a minha produção mais recente e nos divertimos cantando juntas sucessos e novas canções. Uma dessas novidades era Chuva no Mar, minha e do Arnaldo, que ela me pediu para gravar. Cantamos juntas sob uma base de violões para que ela pudesse levar a canção para Portugal. Meses depois, ela me mandou o resultado que trazia uma surpreendente fusão entre nossas vozes numa curiosa alternância de sotaques e timbres. Nós duas parecíamos navegar em ondas sonoras de um mar musical, conectando Brasil e Portugal mais uma vez através do elemento água.

11 – FUMANDO ESPERO

Gustavo Santaolalla é um motor poderoso, sua energia criativa é impressionante. Produziu muitas bandas de rock, faz parte do coletivo de tango moderno Bajofondo, compôs diversas trilhas de cinema (entre elas Brokeback Mountain e Babel, com as quais ganhou dois Oscars), trabalhou com o brasileiro Walter Salles, tem carreira solo, uma editora de livros de arte e uma vinícula em Mendoza. Em 2003, concebeu o projeto Café de los Maestros que juntava grandes nomes do tango em uma espécie de velha guarda da música argentina. Em 2009, eles vieram ao Brasil para a inauguração de um teatro em São Paulo e me convidaram para cantar. Era a primeira vez que a formação completa do coletivo se reunia novamente desde a gravação do documentário sobre o grupo no Teatro Colón. Comecei a pesquisar no universo brasileiro canções que pudessem me aproximar da atmosfera deles. Sempre adorei as versões em português dos tangos clássicos gravados nos anos 40 e 50 por Dalva de Oliveira e escolhi dois deles, Fumando Espero e “Lencinho Querido”. Então fiz uma gravação aqui em casa, só eu e o Dadi. Construímos uma base com violões e um pouco de percussão e mandamos como referência. O maestro Gustavo Mozzi escreveu os arranjos que foram gravados em Buenos Aires durante os ensaios em cima dessa base. Fumando Espero foi composta em 1922 e essa gravação estava guardada no fundo do baú. Mereceu sair de lá não por associar o ato de fumar ao prazer e ao glamour, mas pela liberdade de mostrar uma crônica de costumes e o retrato de um tempo, de uma época em que a música argentina e a brasileira eram muito mais próximas e que nossos grandes cantores visitavam constantemente esse repertório.

12 – VOLTA, MEU AMOR

Sou portelense desde pequenininha. Cresci escutando os melhores samba do Rio de Janeiro na vitrola da minha casa. Aprendi a admirar a arte pura dos bambas. Em 1990, convidei as Pastoras da Velha Guarda da Portela (então Doca, Surica e Eunice) para gravar comigo “Ensaboa”, do Cartola, no meu disco Mais. Em 1993, convidei a Velha Guarda completa, desta vez para gravar “Doce Melodia”, um samba de terreiro da Portela. Estive com eles também várias vezes nos palcos e nos quintais, onde pude escutar encantada os mais lindos sambas que guardavam. Muitos desses sambas, ainda inéditos, estavam se perdendo e, a partir disso, no ano 2000, surgiu o desejo de gravar “Tudo Azul”. Eles adoraram a ideia e começamos a nos encontrar para preparar o disco em muitos ensaios inesquecíveis, com direito a empadão de frango, cafezinho e bolo. Nesse ambiente festivo seguimos para o estúdio e gravamos o disco todo em dois dias. Volta, Meu Amor, do grande Manacéia e de sua filha Áurea Maria, comprova que o samba também está no DNA. Além dos pandeiros, das Pastoras e de todo o lirismo poético de Oswaldo Cruz, a canção traz ainda a voz do adorável Argemiro.

13 – WATERS OF MARCH

No final dos anos 80, a Aids explodia no mundo e o projeto Red Hot foi criado para levantar fundos para a pesquisa e a prevenção da doença. Muitos artistas se dispuseram a participar do projeto. A terceira edição do projeto foi dedicada ao Brasil e eu fui convidada para participar cantando com o David Byrne. Eu já havia o conhecido em Nova York durante a gravação do meu disco Mais. Ele já acompanhava o meu trabalho e toda a produção de música brasileira com interesse e atenção e dedicou um projeto exclusivamente à nossa música, “Rei Momo”. David é um artista inquieto, curioso e engajado. Estudioso da música brasileira, mostrou para o público americano toda a riqueza e diversidade da nossa cultura. Me lembro de encontrá‐lo com sua bicicleta e seu capacete ao chegar ao estúdio Downtown na Broadway para gravar Águas de Março. Gravamos juntos nessa mesma tarde, em 1995, alternando nossas vozes nas letras em português e em inglês, ambas feitas pelo próprio Tom. Na produção, meus amigos Arto Lindsay e Andres Levin usaram ruídos, distorções e instrumentos eletrônicos e inusitados para criar uma releitura contemporânea e urbana desse clássico de Tom Jobim.

CAPA – OBRA DE FRANCESCO CLEMENTE

Em 2007, numa das minhas visitas a NY, fui convidada para visitar o estúdio do pintor Francesco Clemente por um amigo em comum. Clemente é italiano de Nápoles, mora em NY desde os anos 80, sempre viajando muito pelo mundo. Já havia estado no Brasil e conhecia o meu trabalho. Me disse gentilmente que os seus quadros costumavam me ouvir cantar. Seu estúdio ocupa um andar inteiro na Broadway, onde viveu com sua esposa Alba e seus quatro filhos e foi ponto de encontro da cena cultural de vanguarda nova‐iorquina.

Nesse espaço amplo, com janelas grandes e quadros espalhados pelo ambiente, várias pinturas, entre elas retratos de artistas, amigos, poetas e músicos que fazem parte da

vida dele e que revelam o aspecto autobiográfico de seu trabalho. Philip Glass, Salman Rushdie, Fran Lebowitz e Allen Ginsberg são alguns dos que vi por lá. Um dos traços marcantes da produção de Francesco é a colaboração com outros artistas. Nos anos 80, fez uma série de pinturas a seis mãos com Andy Warhol e Jean‐Michel Basquiat, além de ter ilustrado livros de grandes poetas e escritores de sua geração.

Entre um café e outro, Francesco me perguntou se eu topava posar pra ele e combinamos minha volta ao estúdio. No dia marcado, ele me pediu que chegasse de manhã cedo para aproveitar a luz natural, me indicou uma cadeira no centro da sala e começou o seu trabalho. Reparei na sua calça toda respingada de tinta e me senti à vontade e privilegiada por estar na intimidade do seu momento de criação. Enquanto ele misturava as cores, seu olhar profundo me escaneava. Por volta das duas da tarde, havia terminado o retrato.

Francesco é muito intuitivo e transcendental e acho que ele gostou de mim. A partir desse encontro, nos tornamos mais amigos e novos retratos vieram. Um segundo retrato para a sua série “Tarôs” de 78 aquarelas, cada uma representando uma carta (eu sou a Lua), exposto na Galeria Ufizzi, em Florença, em 2011. O terceiro, de 2010, feito na horizontal, é esse que está na capa do álbum.

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